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sábado, 12 de dezembro de 2015

EU, CHRISTIANE F. 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA


       




                                 
                   


           

    Christiane Vera Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962),  é uma escritora e  blogueira alemã, ex-viciada em heroína que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico  Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã  Stern em 1978 e que descreve sua luta contra o  vício durante a . adolescência .
     Mudou-se para  Berlim em 1968  com os pais e com a irmã mais nova. Morou primeiramente no  distrito municipal de, Kreuzberg  depois no distrito municipal de . Neukölln Mas foi no bairro de Groppiusstadt, onde Christiane começou a envolver-se com as drogas ao frequentar o Grupo de Jovens. Em 1974, aos 12 anos de idade, começou a fumar maconha e consumir  medicamentos como Valium e Mandrix, além de LSD.


     Em 1975, aos 13 anos, Christiane começou a frequentar o Sound, "a  discoteca  mais moderna da Europa", em Berlim. Ali conheceu Detlef (seu futuro namorado) além de Axel, Babsi, Atze, Bernd e Stella, entre outros.

     Uma nova droga começava a circular nas cenas em  Berlim. Era a  heroína, ou simplesmente "H", como era mais conhecida. Apesar de temida pelo seu alto poder de viciar e por representar alto risco de morte, todos os amigos de Christiane acabaram viciando-se com heroína, inclusive Detlef, que era seu namorado.
    Christiane inalou heroína pela primeira vez após assistir a um show de  David Bowie. Tempos depois, num banheiro público na , Estação Berlin Zoologischer Garten  injetou heroína (se picou) pela primeira vez. A partir daí Christiane afundaria cada vez mais no vício.

   À medida que o vício avançava, Christiane aos 14 anos, como todos os seus amigos, começou a se prostituir  na Estação Zoo para comprar heroína. A própria Christiane relata que no início, escolhia os clientes com quem faria programa e que se limitava a masturbá-los ou praticar sexo oral. Mas com a necessidade de "se picar" três vezes ao dia, Christiane passou a aceitar qualquer cliente que se apresentasse (inclusive estrangeiros) e a praticar sexo dentro de carros. Os tempos de prostituição duraram de , 1976 a 1977 quando foi presa e acusada de tráfico e consumo de drogas. Foi isso que a levou a começar se picar, prostituir por dinheiro.


 

    
    Durante seu julgamento num tribunal  de infância e juventude, os jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck ficaram fascinados com seu depoimento sobre o vício e propuseram a ela uma entrevista  que a princípio era para ser 2 horas, mas acabou se estendendo por 2 meses e deu base para o famoso livro  Wir Kinder vom Bahnhof Zoo. O livro foi sucesso mundial sendo lançado em vários países, inclusive no  Brasil com o título  Eu, Christiane F., 13 anos drogada e prostituída  e Portugal  (Os Filhos da Droga). Com o sucesso do livro, Christiane ficou mundialmente famosa e até passou um tempo "limpa", garantindo estar livre das drogas. Mas em 1983, a polícia a prendeu no apartamento de um traficante em Berlim. Nesta época concedeu uma entrevista à revista alemã Stern, confessando que nunca havia realmente largado a heroína. Esta entrevista foi publicada no Brasil pela extinta revista Manchete  em 1984

     A maioria dos amigos de Christiane morreram, vítimas da heroína, entre eles sua amiga Babsi (Babette D.) que com 14 anos foi a mais jovem vítima da heroína, além de Andreas W. (Atze) — que deixou uma carta de conselhos aos jovens alertando sobre o perigo da heroína , e Axel, ambos com 17 anos.
    Christiane sobreviveu, mas nunca conseguiu se livrar do vício. Aos 45 anos, tomava vários medicamentos, passava regularmente por sessões de terapia que não eram bem sucedidas,tentou uma carreira musical na década de 1980, sem maiores repercussões.Tem  hepatite C e problemas circulatórios. Os médicos, além de afirmarem que, devido a eles, ela pode ter uma crise  súbita, dizem também que seu estado é irreversível. Em dezembro de 2005, o serviço público de saúde alemão registrou duas internações da paciente. Christiane passou um período morando num apartamento simples em Berlim com dois tios e com o filho Jan Niklas, Detlef também sobreviveu e trabalha como motorista de  ônibus  em Berlim. Mora com sua esposa e dois filhos e garante que se livrou das drogas em 1980.

     Aos 52 anos de idade voltou a tomar drogas pesadas. O filho (Jan-Nicklas) vive atualmente numa instituição para menores nas redondezas de Berlim, e os avós deverão ajudar a decidir onde será a sua futura morada.
     O novo drama de Christiane começou no início de 2008, quando ela e o namorado decidiram emigrar para os Países Baixos levando a criança. Ao ter conhecimento do plano, a justiça alemã tomou a criança da mãe, com a ajuda da polícia. Pouco tempo depois, ela sequestrou o próprio filho e fugiu para Amesterdã.  Na capital holandesa, Christiane voltou a consumir heroína. Após uma briga com o namorado, Christiane regressou no final de junho de 2008 à Alemanha, quando seu filho foi retirado de sua guarda pelas autoridades alemãs.

    Aos 53 anos, com a ajuda da escritora e jornalista Sonja Vukovic,  lançou um novo livro, “Christiane F. - Mein Zweites Leben” ("Christiane F. - A vida apesar de tudo."), onde conta a sequência de sua vida, passando pelo retorno às drogas e sua superação, nascimento de seu filho, seu trabalho em uma instituição de apoio à recuperação de jovens dependentes, além de contar seu atual momento. A protagonista alega sua consciência de explicar para o público a continuação de sua história como motor da nova obra, destacando sua sobrevivência, perda de amigos e o que se seguiu ao primeiro livro. Christiane também lançou um site oficial, um perfil no Facebook  e é blogueira da revista Stern, a mesma que revelou sua história ao mundo. Na adolescência, Christiane entrou em um grupo de jovens da igreja, onde por incrível que pareça foi lá que ela começou a usar drogas, a primeira delas foi a maconha. Aos 13 anos ela começou a frequentar a Sound, boate que todos os adolescentes gostavam de ir. Ela gostava de rock, seu cantor favorito era David Bowie. Na Sound, Christiane conheceu Detlef, seu namorado. Ele e seus amigos já eram viciados na heroína. Christiane sempre pedia pra experimentar, ele nunca deixava, pois tinha medo dela ficar viciada. Até que um dia, ela pediu heroína a um homem que estava no banheiro da boate, desde então Christiane começou a usar drogas mais pesadas. Para piorar, ela não tinha uma boa convivência com sua família, não tinha mais contato com a irmã, que preferiu morar com o pai e sua mãe não lhe dava muita atenção. No inicio ela só cheirava a heroína, mas não era o bastante para ela. Ela começou a “se picar” como eles falavam. Detlef e Christiane estavam completamente viciados, então Detlef começou a se prostituir na Estação Zoo. No inicio só o trabalho do Detlef bastava. Christiane matava aula todos os dias para se encontrar com o namorado, até que parou definitivamente de estudar. Christiane não precisava se prostituir, mas acabaram ainda mais dependentes da droga e ela também passou a se prostituir para sustentar o vício. Christiane e Detlef ficaram acabados, magros, seus braços nem suportavam mais picadas. Eles chegaram ao ponto de injetar heroína no pescoço. A mãe de Christiane descobriu e fez de tudo para ajudar,  eles aceitaram, estavam com medo, afinal vários de seus amigos já haviam morrido por causa da droga. Os dois tiveram varias crises de abstinência se coçavam até sangrar, tinham alucinações, não conseguiam dormir e nem se alimentar, mas depois ficaram bem, estavam “limpos”. Eles fizeram uma visita a seus velhos amigos e lá se encontraram de novo com as drogas, eles achavam que poderiam se controlar, que parariam de usar a hora que quisesse, mas não foi bem assim. Eles voltaram a se drogar e tudo começou novamente. Sem escolha, a mãe de Christiane a mandou para casa de sua avó numa cidade do interior. Por lá ela fico um bom tempo, e voltou a estudar, conseguiu retomar sua vida.
       O livro foi escrito por Kai Hermann e Horst Rieck, através de depoimentos da própria Christiane F.. O livro foi sucesso no mundo todo, e várias  escolas adotaram o livro como leitura obrigatória.

  • O livro conta uma história verídica.
  • O livro deu vida a um filme.
  • Durante seu julgamento num tribunal de infância e juventude, os jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck ficaram fascinados com seu depoimento sobre o vício e propuseram a ela uma entrevista que a princípio era para ser 2 horas, mas acabou se estendendo por 2 anos e deu base para o famoso livro.
  • O livro foi sucesso em vários países, inclusive no Brasil e em Portugal.
  • Christiane conseguiu se manter “limpa” por algum tempo, mas  em 1983, a polícia a prendeu no apartamento de um traficante em Berlim. Nesta época concedeu uma entrevista à revista alemã Stern, confessando que nunca havia realmente largado a heroína. Esta entrevista foi publicada no Brasil pela extinta revista Manchete em 1984.
  • Detlef, ex-namorado de Christiane também sobreviveu e trabalha como motorista de ônibus em Berlim. Mora com sua esposa e dois filhos e garante que se livrou das drogas em 1980.
  • Aos 46 anos Christiane voltou a usar drogas pesadas e perdeu a guarda do filho ao tentar fugir com ele para Amsterdã. As entidades policiais descobriram e seu filho vive sobre as autoridades alemãs.

      Babsi e Atze, ambos amigos de Christiane, escreveram cartas antes de morrer alertando sobre as drogas.












      Christiane Vera Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma alemã viciada em heroína, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978 e que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência.


O Filme 





Disponibilizo o Livro em pdf via Facebook :



Fontes para edição do Post :


https://www.google.com.br/

http://christianefelscherinow.tumblr.com/

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